Andar clipado ou não
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Você já deve ter se perguntado: Quais as vantagens/desvantagens de andar “solto ou clipado”?

Para fazer o sistema de clipagem “funcionar”, você precisa do calçado específico que chama-se sapatilha, dos taquinhos que são acoplados de baixo da sapatilha e do pedal específico para a clipagem.

Existe diferença do sistema para Speed e Mountain Bike. Para ser usado numa speed exige muito mais aerodinâmica e leveza para velocidades mais elevadas. Já na Mountain Bike, resistência porque durante uma trilha você vai precisar clipar e desclipar muitas vezes.

Para clipar, basta pisar com o taquinho no pedal e o encaixe é quase automático. Para desclipar, é necessária uma leve torção do pé para o lado, a fim de soltar o taquinho do pedal.

No início do uso, é comum alguns tombos, até que você se acostume a soltar o clip. E diz a lenda que são três tombos pra estar apto a usa o clipe.

Importante ressaltar também, que a posição do taquinho na sapatilha influencia diretamente no seu rendimento e também minimiza dores e mal posicionamento dos pés/pernas.

Vantagens:
As vantagens do conjunto estão, atualmente, sendo muito questionadas. Mas, na prática, o conjunto tem se mostrado eficiente e cada vez mais adeptos surgem.

Quando você está clipado ao pedal, sua perna fica mais firme e você consegue fazer força em qualquer parte do giro do pedal. A posição correta de pedalar minimiza o risco de lesões e melhora seu rendimento. Você irá se cansar menos.

Em dias úmidos, vale ressaltar também que você não corre o risco de escorregar do pedal e batê-lo na perna, ou ainda provocar um acidente/queda.

Desvantagens:
Inicialmente, cabe a adaptação.

Quando o trajeto exige clipar e desclipar a todo instante, como MTB ou trajetos urbanos, por exemplo, o clip pode atrapalhar.

Além disso, a sapatilha não é indicada para caminhar, após os pedais, por exemplo. Por ela ser rígida e lisa, você poderá provocar uma lesão na perna ou ainda correr o risco de escorregar.

O que dizem os estudiosos:
Recentes estudos nos mostram que dificilmente fazemos força “para cima” na hora da pedalada. Os músculos responsáveis por esse movimento são inferiores aos responsáveis por empurrar a perna para baixo.

Além disso, um dos maiores bike fit do Brasil, Marcelo Rocha, mostrou através de um estudo com vetores que não existe força realizada para cima na hora da pedalada.

Ainda, que o cérebro tem dificuldade para raciocinar duas forças simultâneas: de empurrar uma perna e puxar a outra.

Vale salientar ainda que fazer força para cima tende a aumentar o risco de algumas lesões, principalmente no nervo ciático, lesões lombares, falta de estabilidade e dor no quadril.

DICAS:
1 – Treine bastante o encaixe/desencaixe;

2 – Desencaixe bem antes da bike parar, sempre!

3 – Limpe sempre taquinhos e pedal;

4 – Comece a pedalar clipado em um pedal/plataforma maior;

5 – Regule, quando possível, a pressão do encaixe/desencaixe. Comece mais leve!

Fonte: https://roadcyclinguk.com/riding/bike-fitting-the-myth-of-the-upstroke.html

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