Mountain Bike. Como tudo começou?

Mountain Bike. Como começou?

Mountain Bike. Como tudo começou?

A origem do MTB remonta à década de 50, mais especificamente ao ano de 1951. Naquele ano, o Grand Départ (grande partida) do Tour de France aconteceu fora da capital Paris, mais especificamente na cidade de Metz, no nordeste do país.

Enquanto era dada a largada para a 38ª edição da Grande Volta francesa — que seria vencida pelo suíço Hugo Koblet —, um grupo de 20 jovens parisienses, cansados das limitações das bicicletas de estrada, resolveu expandir as possibilidades para além do asfalto e se uniu para criar o Velo Cross Club Parisien (VCCP).

Eles lançaram mão de quadros utilizados para a prática do ciclocross, reforçaram suas estruturas, adicionaram suspensões dianteiras — adaptadas de motos infantis —, modificaram os freios, trocaram os pneus lisos e finos por modelos mais largos e abrasivos, e colocaram o passador de marchas no guidão.

Assim, encontraram uma pista de motocross e, no intervalo das corridas de moto, ensaiaram os primeiros saltos e drops, dando aquele que seria o passo inicial para o surgimento do mountain bike.

Concomitantemente, em 1953, na Califórnia (EUA), John Finley Scott, a bordo de uma bicicleta Schwinn Diamond, e sem saber da existência dos jovens franceses — e vice-versa —, realizou modificações semelhantes em sua bike, tornando-se o primeiro mountain biker americano — ainda que não soubesse disso.

Apesar de Scott e os jovens franceses terem dado os passos primordiais, em nenhum dos dois países — ou outro que seja — surgiram mais pioneiros, de modo que não há registros de ciclistas desbravando estradas de terra entre meados da década de 1950 e começo da de 1970, ainda que muito provavelmente grupos pequenos ou notáveis anônimos continuassem explorando novos caminhos longe do asfalto.

Em dezembro de 1974, num campeonato americano amador de ciclocross na Califórnia, enquanto faziam os últimos ajustes em suas bicicletas pouco antes da largada, os então desconhecidos Gary Fischer, Joe Breeze e Charlie Kelly

— hoje lendas do MTB — viram pela primeira vez algo que os influenciaria para o resto da vida: The Cupertino Riders. Era um grupo de ciclistas que nunca havia dado as caras em uma competição.

Não eram atletas de destaque, nem localmente conhecidos, apenas entusiastas que gostavam de descer as estradas californianas que cortavam as maiores montanhas da região e que nem sempre eram asfaltadas, obrigando-os a modificar suas bicicletas.

Pneus “gordinhos” — como contaria mais tarde Gary Fischer —, guidão largo, câmbio com dez marchas e freios a tambor eram as principais alterações — além de apaixonados por ciclismo, também eram bons “engenheiros/mecânicos”.

Após a conclusão da prova, que permitia qualquer tipo de bike, os Cupertino Riders nunca mais foram vistos, virando lenda entre os californianos.

Essa história ficaria vagando entre as sequoias das florestas californianas se um marceneiro que trabalhou na casa de Gary Fischer em 1984 não tivesse comentado (ao reparar nas muitas mountain bikes que havia na garagem) que conhecia a primeira pessoa a construir uma MTB.

Ainda que a importância dos Cupertino Riders para o surgimento da modalidade possa ser questionada, sua maior contribuição foi influenciar aqueles que de fato foram os maiores responsáveis pelo nascimento do mountain bike moderno, precursores da modalidade que conhecemos hoje.

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