Shimano x SRAM: o comparativo definitivo entre as marcas [MTB]

Shimano x SRAM: tema de debates infinitos para descobrir qual possui as melhores linhas de transmissão de Mountain Bike. Sempre nos pegamos na conversa de quais são as equivalências entre as linhas das duas e, por fim, qual das duas é a melhor.

No entanto, o tópico SRAM x Shimano é um bastante complicado e que muda a cada ano – já que ambas as fabricantes estão sempre inovando suas linhas ou mesmo adicionando linhas novas. E por conta disso passamos um tempão fazendo pesquisas por aí para entender melhor as diferenças e terminamos nossa busca de mãos vazias.

Então basta! Estive nos últimos tempos pesquisando tudo que consegui e montei esse post como o comparativo devinitivo entre Shimano x SRAM!

Sim, meu senhor. Sim, minha senhora. Escrevi esse artigo de modo que você nunca mais precise ler outro artigo para entender as diferenças das fabricantes e veja de uma vez por todas que aquela tabelinha comparando as linhas é uma grande besteira. Se a imagem de capa desse arquivo te chocou então você está no lugar certo!

Mas atenção…

… quero que você saiba que este post sobre SRAM vs Shimano vai ser bastante detalhado. Então por favor atente-se para os três seguintes detalhes antes de começar a ler:

Esse post fala sobre as linhas de Mountain Bike Cross Country (XC) da SRAM e da Shimano. Ou seja, não falarei dos conjuntos de ciclismo de estrada (speed), de Downhill, Enduro, e-bikes, etc.
Assim como fiz nos comparativos da Shimano, aqui não falarei de freios e rodas;
As análises aqui são dos componentes das linhas dos catálogos de 2016/2017. No futuro quando as marcas renovarem suas linhas eu voltarei aqui para atualizar esse post.
Por fim, gostaria de reforçar que esse é até o momento o artigo mais rico em detalhes que eu já publiquei no Aventrilha e deu um trabalho considerável. Se tiver gostado, peço a gentileza de compartilhá-lo no Facebook, com seus amigos no Whatsapp e em fórums de ciclismo.

Repito: a ideia quando escrevi esse artigo era de que você nunca mais precisaria ler nenhum outro texto sobre o tema. Sendo assim vamos começar do começo.

As maiores fabricantes de componentes de bicicleta do mundo

Quando falamos de SRAM x Shimao estamos nos referindo à maior batalha pelo mercado bilionário de componentes de bicicleta. E de um lado temos uma história quase secular que se iniciou em 1921 quando Shozaburo Shimano fundou uma fábrica de aço com seu nome (ele começaria a trabalhar com o ciclismo apenas nos anos 70).

A Shimano é uma gigante que não só controla 85% do mercado de componentes para ciclismo no mundo como também briga forte nos mercados de pesca e até do remo.

Do outro lado, a jovem SRAM que começou nos início dos anos 90 com apenas 6 funcionários na garagem de uma casa. Hoje, no entanto, está pelos seis continentes e controla também outras marcas super renomadas, como a RockShox e a Truvativ.

Isso faz da “batalha” Shimano x SRAM mais recente que a maioria das pessoas imaginam. E mesmo assim ela já se tornou uma dura competição que se evidencia ano após ano nos catálogos das duas montadoras – tanto nas linhas de Mountain Bike como nas de ciclismo de estrada e, mais recentemente, de e-bikes.

Quem ganha com isso, logicamente, somos nós, ciclistas, que vimos nos últimos anos a introdução de tecnologias incríveis no MTB, como os cassetes wide range e de melhoras gerais consideráveis de cada linha.

E já que estou falando de Shimano vs SRAM deveria imediatamente colocar aquela tabelinha comparativa, terminar o post e ir dormir, certo? Errado!

Por que a tabela Shimano x SRAM é uma grande besteira?

Por muitos anos, antes de eu montar o Aventrilha, me deparei com a fatídica tabela comparativa entre Shimano e SRAM que deveria resolver todos os problemas e comparar os conjuntos. Ela é belíssima e quem dera funcionasse. Sendo assim, tomei a liberdade de começar a corrigí-la:

Esqueça essa tabela maldita. Ela é enganosa e nunca vai servir pra você se decidir entre SRAM ou Shimano. Tudo isso começou pois a Shimano veio bem antes da SRAM e quando sua rival americana começava a crescer ela já dominava o mercado de componentes. Então por favor leia a seguinte frase e tente encontrar onde está o fator crítico:

“Shimano é uma indústria Japonesa.”

Entendeu!? Não!?

Veja: a única coisa mais organizada no Planeta Terra que o armário de taças de cristal da minha vó é uma indústria Japonesa. Natural que eles criassem uma série de compomentes ordenados e belos seguindo uma linha lógica, que vai do mais simples e barato ao mais sofisticado e caro. E já que estamos falando de Shimano, vamos começar por ela:

As linhas de transmissão de XC da Shimano

Como disse, dado à organização impecável da fabricante, aqui dá para alinhar os componentes numa ordem de mais simples a mais completo. Teoricamente, estão faltando aqui 3 grupos:

Saint e Zee: são as linhas próprias para Downhill da Shimano;
Tourney: é uma linha inferior à Altus que (assim como a própria Shimano) não considero como uma série de peças para MTB e sim para ciclismo recreativo e de passeio.
É importante também deixar claro aqui que XT Di2 e XTR Di2 são linhas irmãs das tradicionais. Ou seja, as tecnologias são exatamente as mesmas, com excessão de tudo de digital e automático que o Di2 agrega. Não há cabos e o visor do passador é digital, mostrando inclusive quanta bateria o sistema tem. Ah, Di2 = Digital Integrated Inteligence.

As linhas de transmissão de XC da SRAM

Já do lado da fabricante americana, a coisa não é tão simples e é aqui que a famosa tabelinha começa a não fazer sentido. Em primeiro lugar, é importante destacar que a SRAM tem uma obsessão particular pelos pedivelas com uma única coroa – afirmaram até mesmo que nunca mais vão fazer um câmbio dianteiro para suas linhas de ponta:

E por ser até então a referência do mercado, todos resolveram comparar o imcomparável. Shimano ou SRAM. Claro que podemos sim encontrar equivalências entre as linhas, mas não é possível pareá-las. Entendeu? Essa parte é importante: não é possível pareá-las.

Isso porque a SRAM, diferentemente da Shimano, começou em uma garagem nos Estados Unidos – o país que usa Milhas, Fahrenheit e colégio eleitoral. Era de se esperar que não se tornasse algo tão simples.

O principal problema, como mencionei anteriormente, é que a SRAM separa linhas hoje em dia não só mais em Entrada – Intermediário – Ponta. Eles entraram de vez no mercado de 1×11 e 1×12 e portanto sua linhagem fica um pouco diferente. Tentei bravamente organizar seus grupos e eis o que consegui montar:

Os asteriscos aqui representam uma divisão que a SRAM faz dentro de suas linhas intermediárias e de ponta:

*Representa as linhas da SRAM que fabricam cassetes com no cogs de no máximo 36 dentes;
**Representa as linhas da SRAM que fabricam cassetes com cogs de mais de 40 dentes.
É Importante de ressaltar que todas as linhas com dois asteriscos ** (com excessão da GX) só fabricam pedivelas com uma coroa. Logo não há câmbios dianteiros nem passadores dianteiros aqui. Ademais, eu não inclui na lista o seguinte:

EX1: conjuto da SRAM para as E-Bikes – bicicicletas elétricas.
X0, X01 e X01 Eagle: grupos da SRAM para Downhill e MTB mais agressivo (Enduro/AM). Também não considerei a linha de Downhill da GX

Comparando SRAM x Shimano

E nada melhor que começar do começo. Falarei, portanto, do que considerei como linhas de entrada das duas fabricantes de componentes.

1- As linhas de entrada

Do lado da Shimano, temos três grupos encontrados em larga escala no Brasil. Altus, Acera e Alivio

Altus é um grupo bastante básico que trouxe em sua versão mais recente algumas tecnologias dos seus “irmãos maiores”. Acera agora com tecnologia Shadow não deixa a desejar. Alivio com Two Way Release e outros mimos – como opção de movimento central integrado – evoluiu muito em seu lançamento de 2015.

Os três grupos de transmissão da Shimano possuem, no entanto, duas características muito importantes que são iguais para todos: oferta de pedivela triplo e cassete com 9 cogs. Ou seja, os três grupos são de 27 marchas.

A SRAM trabalha com suas linhas de entrada já de um modo bem diferente.

A linha X3 poderia nem ter entrado na lista, a exemplo da Tourney da Shimano que não chega a ser uma linha de mountain bike. Resolvi colocá-la para poder explicar esse detalhe também. Ela é bastante simples e não oferece nem um pedivela da linha. Mesmo o câmbio traseiro aceitando cassetes de 7v, 8v e 9v, os passadores só possuem troca de 7 marchas, de tal modo que se fosse utilizado todo um kit X3 a bike ficaria 21v.

A linha X4 já é um pouco mais sofisticada e possui tecnologia Direct Route (cabo chega por cima e não por trás). Contudo, mesmo com essa vantagem, o passador ainda só muda 8 marchas. Sendo assim, se você tiver um kit todo X4 vai conseguir passar 24 marcas.

Por fim, a X5 já dá um salto considerável e oferece peças mais sofisticadas, como passadores e câmbio traseiro de 10v e até mesmo pedivela com movimento central integrado de 3 e de 2 coroas!

Resumo

Aqui é o único nível onde podemos traçar um paralelo direto comparando Shimano x SRAM. Sendo assim, acredito que faça sentido o fazer:

A linha Altus bate a X3 por oferecer um conjunto com 27 marchas contra 21 marchas da X3 – considerando que seja adquirido o kit completo e, portanto, o passador de 7v;
A linha Acera ganha da X4 principalmente por essa ter o passador de 8v. Pessoalmente também acho a tecnologia Shadow muito relevante, algo que a X4 não conta;
A linha X5 vence a Alivio por oferecer um conjunto de 10v contra 9v e também pela oferta de um pedivela com coroa dupla, algo altamente relevante em tempos de diminuição no número de coroas;

2- As linhas intermediárias

As linhas intermediárias são as seguintes:

Shimano: Deore, SLX;
SRAM: X7, X9, NX e GX.

Do lado da fabricante japonesa Shimano, temos o tradicionalíssimo Deore e o relativamente recente SLX

Talvez o Deore tenha sido o conjunto que mais evoluiu da versão passada para a atual. Agora com câmbio traseiro com a fabulosa tecnologia Shadow RD+ e oferta de pedivela duplo, o Deore se aproximou muito de sua irmã maior SLX.

Falando em SLX, a linha é certamente o pináculo da característica da Shimano de ir transferindo tecnologias das linhas superiores para as inferiores com o passar dos anos. Não só o grupo possui inúmeras tecnologias da XT e XTR, a exemplo da corrente em Sil-tec, como também oferece conjuntos 2×11 e 1×11 (e até um 3×10!) e um cassete 11-46.

A SRAM, no entanto, oferece uma gama maior de produtos em suas linhas intermediárias.

Por um lado, temos as tradicionais X7 e X9 oferecendo pedivelas duplos e triplos e cassetes 11-36. Aqui você já encontra os passadores Grip Shift, tecnologia que divide opiniões exclusiva da SRAM, onde se muda a marcha torcendo um dispositivo no guidão. Ambas as linhas também oferecem opção de câmbio traseiro bem como passadores próprios para transmissões de 9 marchas.

As mais modernas NX e GX são praticamente uma carta aberta da SRAM que diz “câmbios dianteiros são coisa do passado”. Aqui dá pra traçar um paralelo mais fácil e dizer que NX está para X7 assim como GX está para X9. Os dois grupos em questão oferecem apenas uma combinação de marchas (1×11) e com um único cassete (10-42).

A linha GX também tem uma linha paralela própria para Downhill – que não comentarei aqui, como explicado no início desse artigo.

Resumo

Analisando as linhas intermediárias da Shimano x SRAM, a sensação que fica é que a SRAM fez grandes esforços de marketing para evidenciar suas duas “novas” linhas de cassetes com mais de 40 dentes – NX e GX.

Isso fica claro quando observamos a Shimano e vemos que o grupo SLX oferece várias opções de combinações de marchas, com pedivelas 3×10, 2×11 e 1×11 e cassete 11-36 a 11-42 e nem por isso ganhou um nome paralelo.

Se a tendência da marca america será de aos poucos ir retirando do mercado as linhas X7 e X9 e abraçar de vez os pedivelas com uma única coroa, só o tempo dirá. Este blogueiro de mountain bike que vos escreve aposta que é exatamente isso que vai acontecer.

Acho importante destacar aqui que o NX preenche uma lacuna que a Shimano não oferta: um conjunto de custo mais baixo com uma configuração 1×11 e cassete 11-42. Isso seria ainda mais notável se a oferta da SRAM no Brasil fosse maior e seus preços mais amigáveis. Mas já é um ponto positivo pra marca.

3- As linhas de ponta

Por fim, temos as linhas de ponta do embate Shimano x Sram. Elas são

Shimano: XT e Di2 e XTR e Di2
SRAM: XX, X1, XX1 e XX1 Eagle

Os grupos XT e XTR parecem estar em alta desde sempre. São o rei e o príncipe dos grupos de transmissão da Shimano que ficaram ainda mais estupendos com a implementação de duas versões eletrônicas, ganhando a sigla Di2. É a primeira vez que uma das montadores traz ao mountain bike

A XTR apresenta sempre um acabamento melhor que a XT, porém boa parte das tecnologias são as mesmas, como Shadow RD+, Sil-tec, Multi Release, Instant Release, etc. São conjuntos criados com tecnologias de quem vai utilizar o brinquedo em nível competitivo, nada abaixo disso!

Do lado da rival SRAM temos o seguinte:

Se nas linhas intermediárias a SRAM já começou a deixar mais que claro que não quer nunca mais fabricar um câmbio dianteiro, aqui a coisa é ainda mais séria.

A única linha que ainda fabrica um sistema com cassete 11-36 e pedivela duplo/tripo é a XX. E ao passo que pudemos comparar NX com X7 e GX com x9, aqui o paralelo que se pode traçar é entre XX e X1. Os dois grupos possuem características semelhantes e tecnologias parecidas, sendo que a tendência é X1 assumir o posto de segunda linha mais avançada de mountain bike cross country da SRAM.

E quem lidera essa escala? Bem até pouco tempo atrás era a XX1 que fechava a conta. Com um kit 10-42 (o 10 sendo uma clara aposta para consolidar os pedivelas de uma coroa), ela seria uma provavel equivalente à Shimano XT – que começava a despontar por sua tecnologia Di2.

No entanto veio a surpreendente XX1 Eagle e, como dizia Everaldo Marques nas narrações do Tour de France, “desceu o sarrafo” na cabeça da concorrênica. A denominaçao Eagle também está presente na série de Downhill XO1. Na XX1 ela apresenta um revolucionário sistema de velocidades 10-50 (!!!) com 12 marchas.

Resumo

A Shimano não foi tão radical com suas linhas de ponta. A mostra disso é que ainda disponibilizam pedivelas triplos nas linhas XT e XTR. Já a SRAM tenta sair na frente e o que foi considerado uma jogada de risco hoje é tendência de mercado – todas caminhando para a extinsão dos câmbios dianteiros.

Eu particularmente não dou a menor bola de ter que usar um câmbio dianteiro, mas também não teria muita gana de andar com um sistema eletrônico. Acho que é isso que mostra que eu não sou um profissional e talvez sejam eles que possam usufruir melhor dos sistemas de cogs gigantescos ou transmissões eletrônicos. Eu, por enquanto, acho uma regalia.

Veredito

Analisando todas as linhas da Shimano e SRAM acredito que seja impossível comparar uma marca com a outra grupo a grupo. As tecnologias recebem nomes totalmente diferentes e só utilizando ou conversando com um expert que as utiliza para dizer o que de fato é útil e o que é só nome.

Porém acredito que no geral, dê pra dizer qual das duas marcas ganha nos níveis (entrada, intermediário, ponta). Eu então faria as seguintes colocações:

Veredito dos Grupos de Entrada

Para mim o lógico vencedor é a Shimano. Sim, a SRAM quase leva o caneco com seu grupo X5 que é aparentemente superior ao Alivio, porém tem muita gente que vai começar a praticar mountain bike agora e precisa de um grupo pra hoje, não pro ano que vem. E pra isso Altus e Acera ganham com folga de X3 e X4

Veredito: Shimano leva a melhor

Veredito dos Grupos intermediários

Eu pessoalmente não sou fã dos grupos de 1 coroa na frente. Isso porque no Brasil, com a escassez de trilhas que temos, temos muitas subidas longas e intermináveis de estradão onde faz todo sentido uma Granny (vovozinha) de 22 ou 24 dentes no pedivela. Opinião pessoal.

Isso me deixa um pouco enviesado, porém é em outro fator que a Shimano supera a SRAM e muito nessa faixa de grupos: a que há escassez também na oferta de produtos da SRAM nessa linha no Brasil. Mais: as montadoras nacionais raramente optam por colocar conjuntos SRAM já de fábrica nas suas bikes, agravando a situação. Some a tudo isso

No entanto, acredito que o conjunto NX cobre um buraco do mercado que a Shimano não oferece: um conjunto intermediário com cassete com mais de 40 dentes e com opção de pedivela com uma única coroa. Isso seria um espaço que o Deore deveria preencher, mas não o faz.

Veredito: empate

Veredito dos Grupos de ponta

Por fim, temos os conjuntos de ponta. Tendo em mente que o público alvo aqui são praticantes do mountain bike competitivo ou profissional, tenho que admitir em primeira mão uma coisa: não posso opiniar entre um cojunto eletrônico Di2 e um Eagle. Acredito que são tecnologias muito acima de tudo que utilizei até hoje e mesmo que as utilizasse não seria no mais alto nível competitivo.

Me resguardo então a desempatar esse critério a partir dos conjuntos X1 e XT. O que fica claro nesse ponto é a estratégia de SRAM de não oferecer um conjunto com coroas duplas e trilhas, porém mais em cada uma das peças da transmissão que a XT.

Sério: cassete, cambio, passadores… tudo no X1 é mais leve que o XT. E nem menciono XX pois como opinei acima, será questão de tempo até que ela seja descontinuada. Além disso, há a oferta também de Grip Shift que é uma variação considerável para quem quer algo diferente dos trocadores tradicionais.

Veredito: Sram na frente

Conclusão

Shimano bate SRAM nos grupos de entrada, principalmente por ser muito mais fácil de ser encontrado no Brasil – em geral – que a SRAM;
SRAM acerta em cheio com a criação do kit NX e possui alguns detalhes que largam na frente da Shimano nas linhas de ponta.

Autor do artigo

Fernando – Aventrilha
Natural de Atibaia e aventureiro de carteirinha, comecei no mountain bike quando as 26′ reinavam soberanas e os V-Brakes eram o “ó”. Pedalei por outros países, no frio de -20ºC e em montanhas isoladas, com dezenas de amigos e sozinho. Fundei a Aventrilha e transformei o ciclismo em minha profissão. Hoje escrevo tudo que aprendo e aprendi da arte de pedalar.

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