Entrada principal do Parque Estadual do Juquery em Franco da Rocha

Trilha em Mairiporã

Nosso amigo Tompson foi nos apresentar a Trilha em Mairiporã. São 40 Km de pura adrenalina. Trilha extremamente técnica e difícil. Nós do Bikers Basil, iremos fazer um evento em 2018, para fazermos essa trilha que será recomendado somente para ciclistas de nível avançado.

Nos encontramos na cidade de Mairiporã para iniciarmos a trilha. Logo de cara ela já começa subindo. Bom pra esquentar rsssss. Aqui ainda é um trecho de asfalto, porem bem curto, logo já começa o estradão de terra batida, que segue ao lado da Represa de Mairiporã, proporcionando imagens lindas.

Mesmo tendo chovido a noite anterior inteira, esse trecho estava bom.

Trilha em Mairiporã e Parque Estadual do Juquery

Represa de Mairiporã. Muito bonito!!
Represa de Mairiporã. Muito bonito!!
Ponte que atravessa para Franco da Rocha.
Ponte que atravessa para Franco da Rocha.
Aqui já tivemos uma ideia da lama que viria logo mais.
Aqui já tivemos uma ideia da lama que viria logo mais.

Aqui já tínhamos pedalado uns 10 Km, tudo bem tranquilo, até diria bem fácil, tem subidas, mas sobe com pouco esforço.

Entrada principal do Parque Estadual do Juquery em Franco da Rocha
Entrada principal do Parque Estadual do Juquery em Franco da Rocha

A partir daqui a coisa complica e complica muito. São pouco mais de 15 km de uma trilha muito dura e técnica. Todas elas são sinalizadas, dificilmente alguém se perde.

Apesar que na placa diz sanitários e quiosques, não vimos nada disso.
Apesar que na placa diz sanitários e quiosques, não vimos nada disso.

Trilha da Árvore Solitária
Distância: 1.460 m
Dificuldade: Baixa
Trilha com uma copaíba em meio a um campo limpo de cerrado, que pode ser avistada de diversos pontos

Ovo da Pata
Distância: 13.400 m
Dificuldade: Alta
A trilha mais extensa do Parque, ao chegar no ovo da pata, morro com 942 m de altitude o visitante tem uma vista panorâmica das cidades vizinhas, vale do rio juquery, Serra da Cantareira e Parque Estadual do Jaraguá.

Yu-kery
Distância: 1.300 m
Dificuldade: Baixa
Trilha de pequeno percurso onde é possível observar a planta dorme maria conhecida pelos índios como yu-kery. Durante a trilha observam-se muitas espécies de borboletas e muitas samambaiaçus em meio à mata atlântica.

Aqui a coisa complicou muito. Como havia chovido a noite anterior estava muito escorregadio e alguns trechos puro lamaçal.

Muito sofrido, aqui sim, vocês vão saber o que é usar a primeira marcha praticamente em 70% da trilha. Depois de muitas subidas escorregadias, chegamos ao downhill.

Esse extremamente perigoso, uma descida muito forte com muitas valas. Caso você escolher o caminho errado, a sua chance de se perder e cair em uma das valas é bem fácil, e pode ter certeza que suas chances de “comprar um terreno” são de 98%.

Tompson se concentrando para descer o downhill
Tompson se concentrando para descer o downhill

Esse downhill termina em umas das pequenas represas. Em uma ponte de no máximo cinquenta centímetros de largura. É prudente passar com a bike na mão porque a inclinação é absurda e você corre o risco de cair no lago.

Logo depois da ponte entramos num trecho de mata fechada, uma single track bem difícil, estreita e qualquer erro você vai rolar pra dentro da mata.

Saindo da mata fechada, voltando a ver o céu. E o Tompson tirando lama das sapatilhas rssss
Saindo da mata fechada, voltando a ver o céu. E o Tompson tirando lama das sapatilhas rssss

Lembra do dowhill?? Agora sim chegaram as “paredes” subidas extremamente técnicas cheias de valas e muito escorregadias, feitas em primeira marcha. Elas tem muitas valas, o que aumenta muito o nível de dificuldade, caso você escolher o caminho errado, e a roda girar em falso ou cair na vala, esquece, pode descer da bike e subir com ela na mão, dificilmente você conseguirá subir montado novamente.

Mas a recompensa é boa, porque quando você chega no Ovo da Pata o visual é lindo. Mesmo com o tempo bem nublado a visão é linda.

Visual do Ovo da Pata
Visual do Ovo da Pata
Aqui estávamos no meio do caminho. Ainda faltava chegar naquela torre ao fundo.
Aqui estávamos no meio do caminho. Ainda faltava chegar naquela torre ao fundo.

Seguimos rumo a Arvore Solitária, aqui o caminho começou a ficar pesado, muita lama. As bikes escorregavam muito. Mas seguimos com todo cuidado.

Aqui as bikes dificilmente andavam em linha reta, escorregava para todos os lados.
Aqui as bikes dificilmente andavam em linha reta, escorregava para todos os lados.
É muita lama. Pesado demais.
É muita lama. Pesado demais.
Finalmente a Arvore Solitária
Finalmente a Arvore Solitária

Nesse trecho não teve jeito, como bom novato no lamaçal, acabei levando um belo tombo, mas segundo o Tompson comprei um terreno hahahahaha. Se o meu polegar não tivesse ficado preso no trocador de marchas, não teria me machucado, foi um belo escorrega na lama.

Aguá gelada e cristalina ótimo para encher as garrafas.
Aguá gelada e cristalina ótimo para encher as garrafas.

Aqui já estávamos próximo a saída do parque para voltar no estradão de volta para Mairiporã

Aqui todos já com rostos numa mistura de alegria e cansaço.
Aqui todos já com rostos numa mistura de alegria e cansaço.

No meio do caminho, logo depois da represa de Mairiporã, paramos numa venda bem simples, onde tomamos um refrigerante e comemos salgadinhos. É simples, porem o proprietário é bem simpático e prestativo. Vale a parada, mesmo porque daqui ainda são mais 9 Km de estradão com boas subidas, das quais duas delas levei a bike na mão.

Por fim foi uma manhã maravilhosa, apesar do cansaço, foi uma satisfação fazer essa trilha. Nosso especial agradecimento ao Tompson que nos guiou nessa maravilhosa trilha.

E como dissemos no inicio, iremos fazer esse evento em 2018!



Fotos:
João Batista

Texto:
Akio Hayashi

Trilha em Mairiporã
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